O sentimento em comum! e que não pode parar!


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Ao ver estas imagens, o vascaíno se pergunta: o que elas têm em comum?! Simples. Eu explico. É o sentimento, o orgulho ferido de uma paixão.

Na 5ª feira passada, noite de 06/11/2008, o Internacional bateu o Boca Juniors em pleno estádio La Bombonera e se classificou para a semi-final da Copa Sulamericana. Mas quem assistiu ao bom jogo percebeu o sentimento dos torcedores argentinos. A Hinchada boquense não parou de apoiar o time um só minuto e mesmo após encerrado o jogo, muitos permaneceram no estádio cantando músicas e aplaudindo seus jogadores-guerreiros. Quando o Inter estava em vantagem percebia-se claramente a indignação, o orgulho maculado pelo fato, não da eliminação em si, que se anunciava, mas porque o Boca Juniors estava por perder uma invencibilidade de 29 partidas internacionais sem derrota em seu lendário estádio. Os Xeneizes (como são conhecidos os torcedores (hinchas) do Boca não suportam minimamente a idéia de perder ou empatar com estrangeiros em La Bombonera, nem tampouco os jogadores, mesmo que uma magra vitória não seja suficiente!!! O fato é que em La Bombonera o Boca não pode se imaginar fracassando diante de sua torcida, para times estrangeiros, principalmente. Os jogadores do Boca se mostravam consternados, como na foto acima em que D´Alessandro, do Inter, ex-ídolo do River Plate, dialoga com um inconsolável e irritado volante argentino, quando o resultado já eliminava o Boca da competição (1×2, para o Inter).

Na outra foto vemos o Edmundo chorando após perde pênalti capital na semi-final da Copa do Brasil 2008, ante o Sport Recife, o que nos custou a eliminação deste torneio que classifica o campeão para a Libertadores do ano seguinte, título que ainda não conquistamos, aliás.

O fato em comum e que deve servir de exemplo e motivação aos jogadores vascaínos é que nós torcedores, pelo carinho que temos por São Januário, pelo fato de ser nosso Caldeirão (já virou até cântico de arquibancada), como foi construído em 1927, não nos imaginamos sendo derrotados em nosso campo, na Colina Histórica, colina dos discursos de Getúlio Vargas, que lá proclamou as Leis do Trabalho, das atuações da Seleção Brasileira antes da construção do Maracanã, das belíssimas apresentações do Expresso da Vitória, campeão brasileiro de 97 e 2000, do Vasco de 98, campeão da Libertadores no ano do seu centenário, e da Mercosul de 2000, confirmando o rótulo de “Time da Virada”, na noite inesquecível de 20/12/2000.

A Torcida do Vasco não admite, não se permite e não suporta ver seu time perder em São Januário, mesmo que a derrota não tenha peso, não custe uma eliminação. Mesmo que a vitória não seja suficiente para classificar o Vasco, por exemplo, mas é fato que em São Januário, o Vasco, (assim como o Boca) na visão de seus torcedores, tem que vencer! É muita História, é muito orgulho e paixão por uma camisa que tem muito peso e foi vestida por Barbosa, Danilo, Chico, Augusto, Friaça, Andrada, Orlando, Sabará, Mazinho, Acácio, Roberto Dinamite, Juninho Pernambucano, Pedrinho, Felipe, Edmundo, Germano, Helton, entre outros!

O que a torcida vascaína espera é que todo aquele que coloca a camisa vascaína tenha em mente o que  isto significa, e que não admita perder em São Januário, e sinta profundamente quando isto, por acaso venha a ocorrer, onde o Vasco é quem manda e deve ser temido, sempre! Edmundo sabe disto e por isto chora e sente vergonha quando o Vasco perde, como todos sentimos no fundo do coração quando perdemos em nosso campo, principalmente da forma como perdemos para o Figueirense e o Náutico neste Brasileirão de 2008.

Seja como for, seja o jogador uma “cria” de São Januário, como o Pedrinho, o Mateus, o Alex Teixeira e o Madson, seja um “contratado”, conhecer a História do Vasco e de São Januário, respeitá-la e defendê-la é condição indispensável! Orgulho e satisfação em defender o Vasco, vestir a camisa do Vasco, pisar no gramado de São Januário, e sentir-se, como nos sentimos quando o resultado é uma derrota em nosso Estádio, é entender o que é ser Vascaíno e que o sentimento não pode parar, NUNCA!

Vasco, time da virada, time pioneiro, rompedor de barreiras e preconceitos, time secular de uma História singular!

Marcus Simonini
Sócio Proprietário do C.R. Vasco da Gama – Série Bronze
https://incondicionalmentevasco.wordpress.com/

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