Copa Libertadores: Lições da eliminação, o gol mais bonito do Brasileirão já saiu! Luta contra o Racismo: A verdade, também, está lá fora


No dia 23 de maio o Vasco encerrou sua participação da Copa Libertadores, na derrota por 1 x 0 para os gambás, em SP, após um jogo tenso e equilibrado, no qual o primeiro a errar foi derrotado. O que falar do gol óbvio perdido pelo Diego Souza, a bola no travessão na cabeçada do Nilton e a cabeçada errada do Rômulo, no final, praticamente, também sem goleiro, e de frente para o gol?! No fim, o castigo. Muito se escreveu, muito se comentou, mas pouco se falou das lições que podem e devem ser tiradas por um Clube (O Vasco), que pretende participar, de agora em diante, das próximas edições do principal Torneio de Clubes do Continente Sul-Americano.

O Vasco começou mal, com derrota em casa, mas logo em seguida iniciou uma recuperação impressionante, dentro de um grupo onde já se sabia, de cara, que o Alianza Lima certamente seria um dos eliminados. O Vasco, então terminou em segundo lugar, mas com os mesmos pontos do Libertad. Em seguida, uma dura classificação nos pênaltis contra o Lanús, para sair nas quartas-de-finais, por um gol de escanteio no fim do jogo, e isso, porque o gol do Alecsandro aqui em São Januário não foi validado, se o fosse teríamos penais novamente.

Como de hábito, na competição, Cristóvão Borges levava muito tempo fazendo o seu download do jogo e demorava a mexer, e quando o fazia normalmente ou era tarde ou errava. O que se pode dizer é que ele aprendeu, e amadureceu com muito do que aconteceu.

A torcida também aprendeu que apoiar incondicionalmente o Vasco, seja em São Januário, seja fora de casa, durante os 90 minutos é fundamental para alcançar a vitória, sempre, e qualquer competição. Vaiar só piora as coisas. Deixa,, inclusive, mal aqueles que estão tendo bom desempenho. Lavar a roupa suja(entenda-se cobrar) é necessário, mas deve ser para depois do jogo encerrado.

O medo da torcida do Corinthians e a histeria coletiva deles no final do jogo dá bem a idéia de que o Vasco chegou bem perto da classificação. E esse medo traduz respeito. Mas o que importa agora é salientar o brio do grupo vascaíno, que já entendeu como se joga uma Copa Libertadores. A postura do time do Vasco, no Pacaembu, foi praticamente a mesma da primeira partida no Caldeirão. O Time saiu para o jogo, tocou a bola, perdeu gols feitos, poderia, e merecia ter voltado classificado de São Paulo. Essa postura já tem o Boca Jrs, tem o Internacional, o São Paulo, e porque não citar o River Plate, com quem travamos jogos emocionantes nos anos 90 e 2000. Jogar como time grande, como Gigante. Isso é Vasco!

Estar participando sempre de competições e torneios internacionais dá experiência ao Clube, impõe respeito e valoriza a marca, e quando se participa muito e se planeja bem uma hora ganha. De quantas edições o Boca e o São Paulo já participaram? E o Peñarol e o Nacional, o Santos, o Grêmio, o River Plate, o Estudiantes, O Cruzeiro e o Independiente? É isso! Treinar em alto nível, competir, em alto nível, comprometer-se e entregar-se pela vitória, jogar pelo Título.

No que diz respeito ao Futebol do Vasco, como estrutura sólida eu penso que o Roberto Dinamite e o VP de Futebol, Sr. Mandarino deveriam considerar a necessidade de contratar Ricardo Gomes para a função de Coordenador Geral de Futebol do CRVG. Sua nova função consistiria basicamente em implantar uma filosofia de trabalho desde o Mirim até o Profissional, criando uma modelagem de treinamento, sistema de jogo e táticas a serem executadas pelos treinadores das bases e do Profissional. Isto faria com que os jovens fossem subindo dentro de um estilo de jogo, que pode ser este que ele implantou com sucesso nos profissionais (nos deu a inédita Copa do Brasil), e que o Cristóvão Borges vem tocando no nosso time. Hoje o Vasco joga como VASCO, tem uma identidade sem ser previsível, pois é envolvente, trabalha a bola com mais qualidade, defende e marca muito melhor (dobra a marcação e encurta os espaços para o adversário), necessitando obviamente de reforços para ter uma forma de jogar mais variada, ou seja, com qualidade.

Ricardo Gomes é um treinador internacional, atualizado, estudioso e capaz de estruturar a base vascaína selecionando os jovens com o perfil adequado para fazerem o salto para os profissionais, sem medos, sem pressões exageradas, sem choques de adaptação. Seria como uma Academia.

Isso já acontece no São Paulo e no Inter, e esses clubes vêm revelando vários jogadores que estão vingando nos profissionais. Isso é importante demais, pois gera pessoal qualificado e comprometido, e, é claro, gera receita. É assim que se começa a sair de uma crise. Investir no RH.

É algo perfeitamente factível e, portanto, possível de se implantar.

O Brasileirão começou bem para nós, com uma vitória em casa contra o Grêmio, e fora, contra a Portuguesa, no jogo em que já saiu (e afirmo isso sem medo) o gol mais difícil e bonito do Campeonato!

Ok, o jogo foi horrível, o time parecia sonolento, mas vamos lá! Quem não estava abatido depois da eliminação na Libertadore, na 4ª feira anterior. O que contou ali foram os 3 pontos e o ingresso muito bem pago pelo gol de placa do Alecsandro. Vida que segue, cabe à Diretoria regularizar a situação salarial desse grupo, que está entre os melhores das Américas, manter o elenco, para que eles, no campo, conquistem o Penta Brasileiro. Eles podem fazer isso!

SOBRE A HISTÓRICA LUTA CONTRA O RACISMO

Vejam o que encontrei em minhas pesquisas na Internet sobre Racimos e Futebol, e o que o site Global Football Database publica sobre o Vasco nesse tema, um dos mais procurados pelos fãns de Futebol pelo Mundo todo:

Link: http://www.gfdb.com/Club.251.Vasco-da-Gama.aspx

Sobre o Vasco e a luta contra o Racismo (texto em inglês):

“Fight and victory against racism

Because of that, in 1924 Vasco da Gama was pressured by the Metropolitan League to ban some players that were not considered adequate to play in the aristocratic League, notably because they were black, mulato and/or poor. After the negative response of Vasco, the big teams, Fluminense, Flamengo and Botafogo, among others, created the Metropolitan Athletic Association and prohibited Vasco to participate unless it complied with the racist demand.

The former President of Vasco, José Augusto Prestes answered with a letter that became known as the Historic Answer (resposta histórica), which revolutionized the practice of sports in Brazil. After a few years, the racism barriers fell. Vasco da Gama had defeated the racist people from Fluminense Football Club, Clube de Regatas do Flamengo and Botafogo de Futebol e Regatas.

However, the first club to accept a black player was not Vasco, but Bangu in 1905, with Francisco Carregal. This was documented by Mário Filho and researcher Carlos Molinari, including photographs and other evidence, but Vasco was really the first Club to fight for the inclusion of black players and poor in Brazilian football, and perhaps to the entire world”

Pois é, os últimos Cariocas a aceitarem negros em suas fileiras foram Botafogo, Fluminense e Flamengo.

Hoje não deixe de ouvir o programa de rádio SÓ DÁ VASCO, na Web, via site próprio do programa, bem como links disponíveis no nosso blog e no SuperVasco! Teremos novidades e notícias muito legais para você que nos segue!

Saudações Vascaínas!