UMA VITÓRIA AOS TRANCOS E BARRANCOS E A IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO DO ESTILO DE JOGO PRATICADO EM 2011 E NA COPA LIBERTADORES 2012


O Vasco começou o jogo contra a Ponte Preta, pela 7ª rodada do Brasileirão 2012, do mesmo jeito que iniciou a partida em que perdeu para o Cruzeiro, em São Januário, ou seja, com Felipe na Lateral Esquerda e três Volantes (Juninho é 2º Volante), ou seja, com Felipe Bastos substituindo Rômulo, negociado com o Spartak Moscow.

E o que se viu foi a repetição do mesmo problema tático que se criou desde que Felipe passou a jogar como Lateral Esquerdo. Falta de criatividade no meio, um jogador talentoso sendo desperdiçado numa posição em que, atualmente, não pode mais atuar, em razão da preparação física exigida, e uma defesa que não está sólida, como já esteve na Libertadores, e isso deve em parte ao fato de Dedé estar recuperando forma física (Ninguém fica dois meses parado por lesão sem considerável perda de condicionamento), e o Vasco pagou por isso. O time não funcionava, não chutava a gol, nada criava e sofria com jogadas bem encaixadas de contra-ataques da Macaca.

Mas na força e na raça o Vasco empatou e virou o marcador para novamente figurar entre os melhores da competição, estando em segundo lugar apenas pelo saldo de gols, atrás do Galo, que faz boa campanha, e superando o Cruzeiro, que perdeu em BH para o São Paulo.

O lance do pênalti que resultou no gol da virada vascaína, para mim, foi acertado, pois revendo o lance percebe-se a mão do defensor da Ponte sobre o estreante Willian Matheus, no momento da queda. Ora, como infração se marca pela intenção, o árbitro agiu de acordo com as regras do jogo, e confirmou a penalidade máxima. Houve, no mínimo, negligência do zagueiro do time de Campinas. Bom para o Vasco.

A origem de nossos problemas não está apenas na saída de Allan e Rômulo e na lesão de Dedé, ainda fora do seu melhor rendimento. Está na modificação da maneira de jogar, em relação ao primeiro semestre. Penso que o Vasco deve atuar com um Lateral Esquerdo de ofício (Feltri ou W. Matheus) voltando com Felipe para o meio, não importa se junto com Juninho, ou não, e mais um Volante de marcação, o Nilton. Fazer o seu jogo compacto de toque de bola e marcação dobrada, como vinha fazendo, e nos deu bons frutos no Brasileirão 2011.

Para que mudar o que vinha dando certo e estava acertado e entrosado?! Voltar não só ao caminho das vitórias, mas do bom e vistoso futebol apresentado pelo time do Vasco é possível. Basta manter o esquema tático implantado desde a vitoriosa campanha da Copa do Brasil, e que veio a ser executado com competência ao longo do ano passado e da Copa Libertadores desse ano.

Acredito que retornando ao nosso estilo de jogo alguns jogadores que caíram de rendimento certamente se recuperarão, porque é tudo um contexto, um sistema, uma maneira de entender o jogo. Fazendo o que já se sabe, o nível de todos se eleva naturalmente. Ao menos, nesse jogo, foi bom perceber o esforço feito para virar o placar e conseguir os três pontos. Sinal de que a competitividade não se perdeu! O que é preciso é remontar o padrão de jogo bem sucedido do elenco cruzmaltino. Fazendo isso esse sufoco acaba, e o Vasco voltará a impor o seu estilo seja em São Januário, seja como visitante.

Reforços: Na minha concepção precisamos de um Zagueiro (Luan?! Pode ser!), Dois Laterais de ofício (Hoje só temos Alas), que saibam marcar, desarmar e apoiar, como Arce fazia no Palmeiras, com seus cruzamentos perfeitos, seus chutes precisos, e como fizeram Paulo Roberto e Luiz Carlos Winck, no Vasco dos anos 88/90, nos exemplos que me vieram à cabeça agora.

Precisamos de um meia criativo, que pode ser o Marlone, e mais um volante com boa qualidade tanto no desarme quanto no passe (Ledesma, do Boca Juniors?!), para sustentarmos nosso estilo de toque de bola, compactação e agressividade. Quanto ao ataque, Tenório está logo voltando e coloco muita fé nele!

Ao contrário do que alguns dizem, o time do Vasco não é ruim, mas fez duas más apresentações, o que por si só não são motivo para as vaias que ouvimos nesses dois últimos jogos.

É preciso apoiar o time e acreditar, afinal estamos no topo da tabela separados por saldo de gols. É o papel do Torcedor.

Cristóvão Borges já percebeu que suas mudanças não funcionaram, e que insistir em mudar uma forma de jogar vitoriosa não só é um risco, como pode resultar na perda da possibilidade de brigar pelo título.

Que consigamos atravessar essa fase complicada e estressante da janela de transferência internacional sem alterar a espinha dorsal do plantel, e que contra o Figueira, um adversário historicamente complicado, em SC, possamos voltar a fazer uma boa atuação para nos mantermos entre os primeiros da tábua de classificação!

Em tempo! Na próxima 5ª feira será lançada a nova Indumentária Principal (1º e 2º uniformes de jogo, na Megaloja Penalty, de São Januário). Pelo que se vem observando no Facebook, as novas camisas parecem ser as mais bonitas e impressionantes desde a volta do Fornecedor de material esportivo a vestir o Vasco da Gama. Vamos conferir!

AO VASCO TUDO! INCONDICIONALMENTE!