Cruzeiro 1 x 1 Vasco: Faltou a vitória !


Por Leandro Monteiro – Colaborador do Blog IV!

O primeiro jogo sob o comando do técnico Marcelo Oliveira, teve um Vasco bem postado e dominando a maior parte das ações da partida. O trabalho do novo técnico já havia começado antes mesmo do início do jogo. O novo treinador alterou a escalação do time, retornando o zagueiro Renato Silva a condição de titular da equipe (após estar afastado por problemas de documentação), uma atitude acertada, pois Douglas no período em que o substituiu se mostrou um zagueiro atabalhoado, precipitado nas jogadas e cometia muitas faltas desnecessárias, comprometendo o time em alguns jogos.(como a falta contra o Fluminense nos minutos finais do jogo e outras).

No início da partida, antes mesmo que tivéssemos qualquer idéia da proposta de jogo das equipes, ocorreram dois lances de perigo. O primeiro a favor do Vasco, que logo aos dois minutos, ameaçou pelo lado direito, numa boa jogada em velocidade do atacante Éder Luiz, que parou no corte da zaga Cruzeirense, jogando a bola para escanteio. O lance serviu para empolgar a torcida, e parecia que tomaríamos o controle do jogo. Não foi bem assim. Numa das primeiras investidas do Cruzeiro, pela direita de defesa do Vasco, a bola é cruzada na área e Renato Silva (mais pela falta de ritmo) faz o corte contra o próprio gol colocando o cruzeiro em vantagem no placar, 1 a 0. Uma falha onde a defesa do Vasco era soberana no lance, pois não haviam atacantes cruzeirenses para a finalização da jogada. Uma infelicidade.

O cruzeiro, por sua vez recuou, e buscava esperar o Vasco em seu campo, apostando nas jogadas rápidas de contra-ataque quase sempre puxadas pela velocidade de Montillo. A estratégia pouco surtiu efeito. O Vasco marcava bem, retomava a bola e conseguia boa movimentação no ataque, apesar de não levar muito perigo a meta do Fábio. E numa dessas boas movimentações, o Vasco consegue uma falta (em cima de Éder Luiz), pelo lado direito de ataque. Uma bola parada à afeição para Juninho Pernambucano, que bate fechado no “primeiro pau”, o goleiro Fábio rebate a bola, e Nilton, dentro da pequena área, não tem dificuldades para finalizar, empatando a partida.

A partir daí, o Vasco continuava da mesma maneira, com mais posse de bola e buscando o segundo gol, até que, num excelente cruzamento de Nilton pela direita, a bola é colocada na cabeça de Tenório, o atacante Vascaíno faz bom cabeceio e o goleiro Fábio faz a defesa (no reflexo), salvando o gol da virada vascaína. O último lance claro de gol do primeiro tempo.

Começa o segundo tempo, e o Vasco volta melhor, jogando bem arrumado e com velocidade, logo consegue uma boa jogada. Após uma disputa de cabeça com a defesa cruzeirense, Wendel raspa na bola e acha Tenório em excelente condição na entrada da área. O atacante invade, livre, passa pelo goleiro, mas finaliza de forma bisonha desperdiçando uma oportunidade claríssima de gol, que nos daria total tranquilidade no jogo.

O mesmo Tenório voltaria a ser personagem de uma jogada crucial na partida. Minutos depois, após uma arrancada de Dedé (lembrando seus bons momentos do início da temporada), o zagueiro dá um corte sensacional na defesa cruzeirense, tenta a assistência, mas a bola é interceptada e despretensiosamente sobra para Tenório que completa para o gol. Seria o gol da virada, mas o juiz anulou, alegando posição de impedimento. Não era mesmo a tarde do equatoriano, que após o lance pediu substituição.

Marcelo Oliveira substitui, coloca John Clay no lugar de Carlos Alberto, dando maior velocidade ao meio campo e Romário no lugar de Tenório (que pediu para sair). O Vasco continuou bem no jogo, detinha a possa de bola mas esbarrava ora na defesa cruzeirense, ora na má fase de Éder Luiz, que não conseguia dar continuidade aos lances de velocidade. O Cruzeiro também ameaçava nas jogadas decontra-ataque, porém não conseguiu jogadas de conclusão em gol. Sendo assim, o placar não poderia ser diferente, e ficou mesmo no empate.

O Vasco poderia ter saído com a vitória, e com o tropeço de Atlético-MG, Fluminense e Grêmio, se aproximaria ainda mais do pelotão da frente. Mas a vitória não veio. O time não fez uma partida exuberante, mas melhorou em relação ao que vinha mostrando (ainda sob o comando do Cristóvão).

Agora é traduzirmos boas atuações em vitórias, para que possamos nos assegurar no G4, e nos distanciarmos ainda mais de São Paulo, Botafogo e Inter. Vamos continuar apoiando nosso time, pois domingo temos outra parada duríssima, contra a Ponte Preta, fora de casa. O apoio da torcida e fundamental nesse momento de reabilitação.

Avante Vasco !