FIRME NO G4 E DE OLHO NA COPA LIBERTADORES DE 2013


Vasco 3 x 1 Figuerense – Brasileirão 2012 – Foto de Marcelo Sadio

Em partida válida pela 27ª rodada do Brasileirão 2012, de virada, o Vasco bateu o Figueirense, em São Januáior, na fria noite de 29 de setembro, e segue firme no G4, com chance remota de título, que ainda é possível matematicamnete, mas como forte candidato a uma vaga na Copa Libertadores 2013, beneficiado pelos empates de Grêmio e São Paulo, respectivamente contra Santos e Coritiba, ambos pelo placar de 1 x 1, e mais a derrota do Botafogo por 2 x 0, para o Bahia, em Salvador.

Foi uma vitória na hora certa para manter o Gigante da Colina na parte nobre da Competição Nacional, a primeira do Técnico Marcelo Oliveira no comando do Vasco, com destaque para as atuações de Juninho, o jogador da partida, Dedé e Tenório. Eles foram exemplos de total entrega e dedicação, e que muito contribuiram para o resultado final do jogo.

Aloísio, atacante rápido, inteligente e eficiente é o destaque do Figueira, e um bom nome a ser guardado para a janela de contratações para a próxima temporada! Olhe nele, Diretoria!

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AO VASCO TUDO! INCONDICIONALMENTE!

Vamos aos comentários do jogo:

O JOGO – NA ANÁLISE DE LEANDRO REZENDE

29/09/2012
Vasco 3 x 1 Figueirense

ALÍVIO ! VASCO VENCE E RESPIRA NO G4 !

Diante de um adversário tecnicamente inferior e forte candidato ao rebaixamento, o Vasco fez o dever de casa. Venceu o Figueirense, e somou mais 3 pontos importantes na luta pela vaga na Libertadores 2013.

O jogo teve um primeiro tempo bem movimentado. O Vasco, desde o início, buscou ditar o ritmo da partida: com bom toque de bola, movimentação e jogadas de linha de fundo, o time vascaíno conseguiu envolver o Figueirense.

A defesa, com Dedé e Fabrício, jogou o suficiente para não comprometer, e Luan, pela direita, foi muito seguro, ora se posicionando como um terceiro zagueiro, ora como um elemento de apoio pela direita. Feltri, por sua vez, chegava ao fundo e quase sempre fazia bons cruzamentos (o que não vinha acontecendo com William Matheus). O meio campo, com Nilton e Wendel, teve uma marcação satisfatória, com boa saída de bola. Felipe, ao contrário do último jogo, foi bem, apresentou-se mais para as jogadas, e com poucos toques, sempre encontrava companheiros bem posicionados, quando não os deixava em condições de concluir em gol. O reizinho, Juninho Pernambucano, articulou as jogadas com bom passe e a inteligência de sempre, equilibrando as ações do time vascaíno.

No geral, tudo transcorria de acordo. O Vasco dominava a posse de bola ,e antes dos 10 minutos iniciais já havia conseguido duas boas oportunidades para abrir o placar (um chute com Tenório e outro do Wendel , que frente ao goleiro ,chutou para fora).O Figueirense ,por sua vez, adotava a estratégia de esperar o Vasco em seu campo , e aguardava o melhor momento para sair em contra-ataque , explorando a velocidade de seus atacantes.E assim foi. Aos 12 minutos, após escanteio batido por Juninho , a defesa corta de cabeça, Felipe na intermediária não consegue o domínio da bola e, sem querer, acaba armando um contra-ataque fulminante do Figueirense. Em apenas um toque, o atacante Caio é lançado, ganha na velocidade da zaga Vascaína, e conclui na saída de Fernando Prass. Figueira 1 a 0.

O Vasco sentiu o gol, o time ficou nervoso e passou a errar muitos passes. A torcida, impaciente como sempre, começava a pegar no pé do time, e parecia que teríamos mais um daqueles jogos em que o Vasco perde para ele mesmo dentro de São Januário. Mas esse quadro começou a mudar aos 33 minutos. Após um bom passe de Felipe, Juninho domina a bola no peito, percebe a passagem de Luan pela direita, e faz um passe milimétrico nas costas da zaga adversária, Luan em velocidade chega em excelente condição para concluir, quase que dentro da pequena área, empatando o jogo, 1 a 1. O Vasco ainda manteve o volume de jogo nos minutos finais do primeiro tempo, mas a virada não veio.

O segundo tempo começa sem a mesma movimentação da primeira etapa. O Vasco não consegue imprimir o mesmo padrão de jogo do primeiro tempo, e por sorte, para alegria geral na nação Vascaína (evitando as vaias já rotineiras da sua torcida), o gol sai logo aos 5 minutos. Numa das raras aparições de Luan pela direita de ataque (porém muito eficientes), a bola é rolada para Juninho, que faz bom cruzamento, a bola vai na cabeça de Tenório que manda para a rede,2 a 1. É a virada e a tranquilidade que a equipe precisava.

A partir daí, o time vascaíno recua passando a esperar o Figueira no seu campo defensivo. O time catarinense cresce no jogo, mas apesar de ganhar a posse de bola mostra limitação técnica e o porque está numa condição tão desfavorável na competição, não levando perigo à meta de Prass. O Vasco substituiu, colocando John Clay no lugar de Felipe (por motivos físicos), Éder Luiz no lugar de Tenório (idem), e Felipe Bastos no lugar de Luan (ganhando mais mobilidade e qualidade nos chutes).

O jogo se desenrola assim até o seu final, o Figueirense tentando muito , mas pouco efetivo, e o Vasco buscando encaixar uma jogada para matar o jogo. E conseguiu. Aos 35 minutos, após escanteio cobrado por Felipe Bastos, Dedé ajeita de cabeça, e Juninho, num belo chute, finaliza para as redes, 3 a 1. O Vasco sacramenta assim a vitória, e mais 3 pontos na tabela.

A vitória do Vasco não foi mais que a obrigação. Apesar do time apresentar um bom futebol, principalmente no primeiro tempo, o adversário não serve de parâmetro. O Figueirense é um time tecnicamente limitado, além disso, fragilizado por atravessar uma grave crise política. O feito do Vasco pode até ser comemorado, pois apesar da limitação do adversário, o time mostrou competência em administrar o jogo e definir a partida, conseguindo se impor ao adversário (o que não acontece sempre em São Januário). A derrota do Botafogo, e os empates de São Paulo e Internacional ajudaram o Vasco a abrir novamente 4 pontos sobre o quinto colocado e respirar aliviado nesta rodada.

Agora, é preciso que o time ganhe em consistência e equilíbrio o mais rápido. Estamos prestes a entrar na reta de chegada do Brasileirão, onde atravessaremos uma sequência extremamente difícil e enfrentaremos todos os nossos concorrentes diretos à vaga (Inter, São Paulo e Botafogo), por isso, não podemos vacilar.

Hoje, dependemos somente da nossa competência para conquistarmos a vaga. Vamos lotar São Januário e apoiar até o fim, sem vaias. Com a força do nosso torcedor somos muito mais fortes. Vamos juntos!