LIBERTADORES 2013: TUDO OU NADA CONTRA O INTER, EM SÃO JANUÁRIO / ANÁLISE DO CLÁSSICO VASCO 2 X 3 BOTAFOGO


Novo duelo à vista! Dedé, o melhor zagueiro brasileiro, atuando no Brasileirão, e o craque uruguaio Diego Fórlan

FICHA TÉCNICA

VASCO X INTERNACIONAL

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)Data/Horário: 24/10/2012 – 20h30

Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR) Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Fabiano da Silva Ramires (ES)

VASCO: Fernando Prass; Jonas, Dedé, Douglas e Wendel; Fellipe Bastos, Nilton, Juninho e Felipe; Eder Luis e Carlos Alberto. Técnico: Marcelo Oliveira

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Juan e Kleber; Ygor, Guiñazú, Fred e D’Alessandro; Forlán e Dagoberto. Técnico: Fernandão

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Juninho, do Vasco, cumprimenta o holandês Seedorf, do Botafogo, antes do início do clássico no Engenhão

Botafogo x Vasco

Por: Leandro Monteiro

Olha o resultado aí, Presidente!

O clássico de ontem no engenhão ficou marcado pela fraca atuação técnica das duas equipes.Em meio a um número absurdo de erros de passe, Botafogo e Vasco fizeram jogo sem brilho, marcado também pela fraca marcação e péssima disposição tática das equipes.

O time vascaíno teve um primeiro tempo superior ao Botafogo.Jogando com o ímpeto de buscar a vitória a qualquer preço (pelo sonho de chegar a libertadores), o Vasco teve maior posse de bola e uma presença mais efetiva no ataque. Sendo assim, aos 24 minutos ,o Vasco abriu o placar. Numa boa trama do ataque vascaíno, Felipe acionou Bastos, que passou em velocidade para Éder Luiz. O atacante vascaíno cruzou para aárea botafoguense, e Carlos Alberto, de letra, marcou seu gol após ‘6 meses’ de jejum. Vasco 1 a 0.

Mas a alegria vascaína durou pouco. Logo aos 29 minutos, o Botafogo chegou ao empate. Em jogada individual, o lateral direito Bruno Mendes ganha na velocidade de Dedé e cruza para dentro da pequena área, Juninho corta mal (contra o próprio gol), e Élkson empurra para as redes. 1 a 1.

Após o empate, o Botafogo cresceu na partida, mas foi o time vascaíno que voltou a marcar. Aos 37 minutos, numa saída de bola errada do Botafogo, Felipe ganha no carrinho de Dória, e passa para Carlos Alberto, que dentro da pequena área, toca para as redes. Vasco 2 a 1. Veio o segundo tempo e o time botafoguense começou melhor. Dominando a posse de bola, e ditando as ações de jogo, o Botafogo tentou imprimir seu ritmo desde o início, mas sem objetividade no ataque e errando muitos passes; foi o Vasco quem mais ameaçou. Em duas jogadas de contra-ataque rápido, com Éder Luiz, o Vasco jogou fora a chance de definir a partida. Em incrível má fase, Éder Luiz, simplesmente disperdiçou duas chances claríssimas de gol, num momento do jogo em que o Vasco era mais perigoso e conseguia encontrar espaços na defesa botafoguense. O time vascaíno não soube aproveitar as chances que teve, e os espaços deixados pela defesa do Botafogo foram sendo corrigidos. O jogo ganhou em equilíbrio e ficou franco às duas equipes. E assim o Botafogo chegou ao empate. Aos 29 minutos, numa jogada pela direita do ataque botafoguense, Gabriel avançou com total liberdade (sem a devida marcação e Feltri), e fez bom cruzamento para Bruno Mendes que, se adiantou a marcação de Dedé e tocou para empatar o jogo. 2 a 2.

A partir daí, a partida ganhou ainda mais em movimentação e os dois times buscavam a vitória a todo custo.Mas o gol estava difícil de sair.Com alto número de passes errados no meio de campo e ataques pouco inspirados , parecia mesmo que o clássico terminaria no empate. Mas aos 47 minutos, veio o castigo do Vasco. O meio campo Lodeiro recupera uma bola na intermediária de ataque, toca para Bruno Mendes que arrisca um chute de fora da área. O chute sai forte e acerta o canto esquerdo de Prass. Indefensável. Botafogo vira nos minutos finais, vence o clássico e praticamente liquida qualquer chance vascaína de chegar à Libertadores.

Enfim, chegamos ao ponto que temíamos. Os desfalques gerados pela diretoria, com a venda de 4 jogadores cruciais para a equipe (Allan, Diego Souza, Fagner e Rômulo) foram determinantes para deixarmos de brigar, ao menos, por uma vaga na Copa Libertadores. O elenco que tínhamos no início do campeonato, mesmo com esses 4 jogadores, já carecia de contratações. Era necessário contratar para aumentar o número de opções do treinador e qualificar ainda mais algumas posições tão carentes, desde o ano passado, como a lateral esquerda e o setor de ataque.

Bem, a diretoria vendeu esses 4 jogadores e trouxe em seus lugares os seguintes nomes: Abuda, Dakson, Pipico, Wendel, Auremir e William Matheus. Logo ,o nível do time baixou ainda mais, e ficou difícil acreditar que um desses nomes despontassem a ponto de suprir as necessidades da equipe. O Vasco, mesmo capenga , foi se segurando na quarta colocação , devido muito mais aos deslizes de seus concorrentes diretos , do que por sua própria competência. Bastou um dos times postulantes à sua vaga no G4 acertar sua equipe e reencontrar o seu bom futebol, que o Vasco foi ultrapassado meteoricamente, sem contar, que ainda perdeu o confronto direto com o São Paulo, dentro de São Januário.

E agora não adianta lamentar. A vaga na Copa Libertadores 2013 ainda é possível matematicamente, mas na prática, com o time que temos, ficou complicadíssima..

É preciso pensar na próxima temporada, e evitar que os erros, como os desse ano, voltem a se repetir. A diretoria precisa traçar um planejamento para 2013 desde já. Precisa ter em mente que um clube grande como o Vasco deve pensar grande, jogar grande, ser grande o tempo todo. Não conseguiremos contratar grande sempre, isso é verdade. Mas não podemos viver de apostas o tempo inteiro. O Vasco não pode ser uma aposta, tem que entrar para ganhar contra qualquer um. Jogadores contratados como apostas podem ser testados durante a competição, em eventualidades. No entanto, não podemos depositar neles a total responsabilidade de decidir a nosso favor. Caso contrário, olha o resultado aí, Presidente!

Saudações Vascaínas