O COB DISSE NÃO AO VASCO, EM MENOS DE 48 HORAS! ESTAMOS FORA DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016


O Blog Incondicionalmente Vasco, que participou do Movimento em prol da Revitalização do Entorno de São Januário para abrigar a competição de Rugby Sevens, na RIO 2016, juntamente com o Portal WEBVAScO, com o Engenheiro Civil e Sócio Remido do CRVG, Marcelo Paiva, e Raimundo Almeida, também Engenheiro, lamentam profundamente a decisão do Presidente do COB, Carlos Arthur Nuzsman, de excluir São Januário, como a Sede Olímpica do Esporte que nos traria um enorme legado, ou seja, profundas obras que impacatariam positivamente a região do entorno de nosso Estádio.

Mas, segundo Eduardo Machado,VP de Marketing do CRVG, no Facebook, a Arena São Januário acontecerá, e nós aguardamos o anúncio oficial do Prefeito Eduardo Paes, quanto às melhorias anunciadas do entorno, como o Morar Carioca e a abertura de novas ruas de acesso ao interior do bairro de São Cristóvão passando pelas ruas próximas da Sede do CRVG. Este bairro Secular e Imperial precisa de atenção tanto quanto a região portuária, que está passando por profundas modificações urbanísticas.

O argumento apresentado pelo COB foi o de que o Vasco teve, de abril deste ano, até o último 31 de outubro (4ª feira passada), para apresentar TODAS as garantias, e não o fez. Apresentou apenas o Projeto. E isso não bastou, até porque não foi o acordado.

Houve falha da Diretoria do CRVG, que não cumpriu com o todo o acordado? Acreditamos que sim, mas houve também uma má vontade enorme do Sr. Nuzsman, que, ao que tudo indica, quer ver o Rugby em outro lugar, o qual sequer está definido! As razões, as deixaremos para você nosso leitor tirar, com a certeza de que não há Vascaínos tolos lendo este post.

Confiram matéria publicada no site TERRA:

“O Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro anunciaram nesta quinta-feira que o Estádio de São Januário está descartado do planejamento da Olimpíada 2016.

De acordo com o COI, a utilização do local para a competição do rúgbi estava sujeita ao atendimento de “certas exigências”. A entidade requisitou uma série de garantias, incluindo financeiras, ao Vasco da Gama, mas o clube não enviou a documentação dentro do prazo estipulado (31 de outubro).

Com o descarte de São Januário, a organização dos Jogos estuda com o Conselho Internacional de Rúgbi (IRB, na sigla em inglês) uma reavaliação dos planos operacionais do Engenhão.

Confira a íntegra do comunicado do COI sobre a exclusão de São Januário dos Jogos 2016

Rio de Janeiro, Brasil: 1º de novembro de 2012: O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (Rio 2016), o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Conselho Internacional de Rúgbi (IRB, na sigla em inglês) estão totalmente empenhados em garantir competições excepcionais de rúgbi nos Jogos Olímpicos de 2016.

O Estádio de São Januário fora identificado como a potencial instalação para o rúgbi. Essa possibilidade estava sujeita ao atendimento de certas exigências.

O Clube de Regatas Vasco da Gama foi requisitado, em 9 de abril de 2012, a enviar, até 31 de outubro de 2012, o projeto completo e todas as garantias, incluindo financeiras, referentes à cessão do estádio nas condições exigidas pelo COI e pelo IRB para o evento.
Por não ter recebido a documentação pedida até a data estipulada, o Rio 2016 promoverá agora uma reavaliação dos planos operacionais do Estádio João Havelange, em conjunto com o IRB e o COI, para assegurar que a estreia do rúgbi nos Jogos Olímpicos seja bem sucedida e memorável.

O IRB acrescentou: “O IRB tem sido totalmente informado pelo Rio 2016 das discussões em andamento sobre a escolha da instalação esportiva para os eventos de rúgbi nos Jogos Olímpicos.

O IRB continuará a trabalhar em parceria com o Rio 2016¿ e o COI para assegurar a realização de eventos de rúgbi marcantes e bem sucedidos para as equipes, os fãs e as famílias Olímpica e do rúgbi.”

Fonte: Terra

DEPOIMENTO DO VP DE MARKETING DO VASCO (FACEBOOK):

“Vascaínos: muitos me pedindo para escrever sobre a notícia do COB sobre São Januário. Recebi pelo menos 300 mensagens de toda sorte, mas muitas deles pedindo que expressasse minha opinião sobre o assunto. não dá para citar a todos mas como exemplo José Victor, Jonjon Rodrigues Cavalcanti, Leandro Figueiredo, Pedro Henrique, Vinícius Ribeiro, Felipe Grinberg, Bruno Ribeiro, Leandro Povoas, Rafael Alves Lima, entre muitos outros. Vamos lá:
Primeiramente cito uma sensata declaração do Presidente Roberto de ontem que inclusive está nos jornais de hoje, chamando atenção para o altíssimo investimento a ser viabilizado dentro do projeto. Tudo desde já, com garantias a partir de cartas de fiança milionárias por exemplo. Já tivemos um projeto olímpico que em um primeiro momento nos encheu de orgulho e que depois mostrou um sonho que financeiramente acarretou uma série de compromissos que nos impactam financeiramente até hoje. O que aquele sonho olímpico sinalizou? Que quem realiza um projeto olímpico tem despesas reais, já as receitas são indiretas ou em termos de imagem. É bom deixar claro que sou Vice-Presidente de Marketing e obviamente um projeto olímpico me daria uma série de argumentos fortíssimos para incrementar a marca do clube, a atratividade, etc… Mas se me pedirem para colocar esse retorno no papel eu terei que colocar muita criatividade e sonhos nas justificativas, fora que não terei como garantir com um mínimo de segurança e responsabilidade financeira os cenários futuros que ali estivessem expostos. Eu não posso simplesmente colocar um sonho lindo no papel e mandar a conta para o departamento financeiro que tem enormes desafios todos os dias no clube. Mas o que observei é que eu tenho dúvidas concretas sobre o fechamento dessa conta. Outra observação importante, conversei com 3 empresas patrocinadoras olímpicas ou de copas do mundo que preservarei seus nomes, e somente 1 delas manteve o interesse em continuar a conversa por causa de um projeto olímpico que envolvesse o Vasco, mas ressaltou que a conversa não seria somente pela questão da Nova Arena ser ou não um mobiliário olímpico, mas por todas as linhas de oportunidades a serem conversadas e desenhadas com o Vasco da Gama. O que ressalto é que um patrocinador global, de porte olímpico, tem um tipo de estratégia de marketing muito diferente que o patrocínio de um clube de futebol em um país sede. Por mais que esse país sede seja o Brasil e por mais que esse clube tenha expressão nacional completa e internacional interessantíssima pela laço histórico com Portugal.
Quero também citar que em minha opinião o COB já havia deixado clara sua posição em relação as suas escolhas. Se questionáveis ou não, cada parte interessada tem o direito em questionar se as decisões fazem ou não sentido. Sociedade, imprensa e qualquer outro grupo ou entidade pode exercer seu direito. Só não acho que o argumento de ser mais barato fazer no Engenhão “cola” pois até onde tomei conhecimento será construído um novíssimo e caríssimo campo de golfe na Barra da Tijuca, tem até estão BRT com nome “Golfe Olímpico”, enquanto temos alternativas reais e lindas a menos de 10 KM de distância. Mas isso tem que ser perguntado diretamente ao Presidente Nuzman que é a autoridade decisora nesse caso. Mas dou os parabéns ao COB, pois decidir um assunto de tamanho impacto social, envolvendo prefeitura, e uma entidade secular como o nosso Vasco da Gama na véspera do feriado, em menos de 1 dia útil completo, é realmente de uma agilidade exemplar.
Em relação ao projeto da NOVA ARENA com melhorias no entorno tudo continuará caminhando e posso afirmar que o projeto tem muito trabalho desenvolvido, de diversos colaboradores. As reuniões de trabalho continuam, estão agendadas e o ritmo só aumentará pois o objetivo é que consigamos a captação necessária para executá-lo. Será fácil? Claro que não! É muito difícil pois não há um centavo público dentro da NOVA ARENA. E isso custará muito. Portanto o modelo tem que estar muito afinado e é isso que tem sido feito diariamente.
Uma observação importante: não pratico Rugbi mas reconheço sua importância mundial e por isso ressalto que não podemos confundir isso com a atividade do Rugbi como mobiliário olímpico. Continuaremos apoiando no depto de MKT o departamento de ESPORTES OLÍMPICOS todas as iniciativas aprovadas para a atividade do Rugbi, seja no time que leva o nosso nome, seja nas escolinhas, etc…
Outro ponto fundamental: Todos cobram do Vasco que o foco seja no carro-chefe do clube que é o futebol profissional!!!!!!!!!!!!!! Claro que com total respeito às superação das dificuldades nas outras atividades como o remo (motivo da nossa fundação), vôlei, futsal, paralímpicos, rúgbi, futebol feminino, entre outras. Então o projeto de tamanha envergadura olímpica estaria no sentido de reforçar esse foco ou justamente ao contrário? Então em minha opinião esse é o ponto central da questão. O tempo todo cobra-se um futebol profissional forte, campeão e perfeito. Cobra-se um equilíbrio financeiro. E um projeto dessa magnitude que não tem relação direta alguma com isso, acaba tomando uma proporção de comprometimento e esforços que não condizem com nosso foco. Por isso em minha opinião o Presidente Roberto chamou atenção corretamente para o investimento milionário envolvido nessa questão. A pressão tem sido enorme e cabe a nós entender que essa decisão por mais que pareça desfavorável, não nos tira do foco que todos desejam que é um Vasco forte e campeão.
Peço desculpas por ter me alongado um pouco na exposição, mas minha posição é que temos que pensar no Vasco. Apoiarmos o projeto da NOVA ARENA e das melhorias no entorno e todo o esforço que o Vasco já colocou e continuará colocando para chegarmos ao ponto de executarmos esse sonho. É ajudarmos no envolvimento com a Prefeitura e Governos Estadual e Federal, é remarmos para o mesmo lado. Novamente, em minha opinião, a única forma de sucesso será uma união análoga ao esforço coletivo dos Vascaínos para a construção de São Januário há 85 anos atrás (e vocês acham que era algo unânime entre nós naquela época????), dessa vez com mecanismos financeiros muito mais sofisticados pelo próprio cenário, mas efetivamente o momento é de multiplicação de esforços em prol de um sonho histórico. Essa é minha opinião e deixo aqui meu agradecimento na esperança de ter esclarecido as dezenas de Vascaínos que a pediram. Vamos que vamos Vascão!!!!”