VASCO PERDE O RUGBY RIO 2016 E PODE PERDER TAMBÉM O PROJETO DA NOVA ARENA: VADA A BORDO, DINAMITE!


FONTE: GLOBOESPORTE.COM – http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2012/11/vasco-sofre-cobranca-externa-sobre-caso-rugbi-apos-mudar-de-postura.html

Os desdobramentos do descarte de São Januário para ser sede do rúgbi nos próximos Jogos Olímpicos, definido pelo Comitê Rio 2016 na última quinta-feira, ainda devem criar dor de cabeça para a diretoria por um bom tempo. As explicações oficiais para a entrega de um projeto superficial, diferentemente do que estava sendo desenhado até a metade deste ano, dão conta de que os valores para a adequação ao esporte, fora a reforma prevista, ficariam a cargo do clube e poderiam chegar a até R$ 40 milhões. Isso, porém, não estava na ata de uma das reuniões a respeito da empreitada, com a data de 20 de novembro de 2010.

No documento que os conselheiros tiveram acesso, o presidente Roberto Dinamite enaltecia os benefícios oferecidos e tentava convencer correligionários e oposicionistas a embarcar na ideia, através de tópicos como a notoriedade do nome do Vasco em âmbito internacional e a reurbanização do entorno do estádio – necessidade que vem sendo discutida há décadas. Mas o principal era que o poder público arcaria com os gastos referentes só à competição. O fato tem intrigado até algumas pessoas influentes nas negociações que não foram avisadas da mudança de planos e discurso e começam a cobrar, já que intercederam no processo.

Outros membros contestam a decisão tratando-a como “contra os interesses do clube”. Boa parte, seja de situação ou de oposição, em contrapartida, já defendia que a cessão de São Januário era suficiente e que a mobilização posterior não deveria afetar os planos de reforma.

O Vasco esperou a negativa para manifestar publicamente suas dúvidas quanto ao que a cessão da Colina lhe ajudaria. O vice de marketing Eduardo Machado chegou a comparar este projeto olímpico ao de 2000, que rendeu altas dívidas trabalhistas, e disse que as limitações quanto a patrocinadores, pelas exigências do COI, somariam pouco aos cofres cruz-maltino. E Dinamite ressaltou que o Vasco, no fim das contas, não seria sido ajudado.

– O Vasco teria que gastar em média, para poder se adaptar, R$ 39 milhões… quase R$ 40 milhões, na verdade, e o Vasco não tem condições de fazer isso hoje. Então, por esse motivo, o Vasco tem um projeto maior, de uma arena que vai atender aos interesses do nosso torcedor (…). as coisas são colocadas de uma forma que o torcedor pensa que o Vasco perdeu a oportunidade de alguém ajudar, e na realidade não ia ajudar – argumentou.

Valores divulgados seriam menores

Segundo uma pessoa ligada à organização do evento, que, em virtude do feriado prolongado, não se manifestou desde então, os valores para a adaptação ao rúgbi estariam longe dos divulgados pelo clube carioca. E que já se sabia a necessidade de investir antes mesmo de finalizar o estudo de viabilidade, que não contava com garantias financeiras nem provas de que a área externa seria modificada – este um compromisso pessoal do prefeito Eduardo Paes, vascaíno e um dos alicerces para confirmar a realização dos jogos.

A Cruzada Vascaína, grupo político que ficou em segundo lugar na última eleição, chegou a protocolar uma carta na secretaria de São Januário sugerindo que fosse pedido o adiamento do prazo ao Comitê Rio 2016 até o fim deste ano, para que o trabalho iniciado pelo ex-vice de finanças, Nelson Rocha, ciente dos gastos, estivesse completo. Ela foi ignorada, assim como o envio de um projeto paralelo de urbanização do bairro feito por sócios que atuam no ramo, para que o Vasco tivesse um plano B à disposição. Hoje, à exceção das conversas com a construtora OAS, a transformação do estádio em arena multiuso, especialmente com a agilidade pretendida, tem menos perspectivas do que antes, já que a visibilidade trazida pelas Olimpíadas também era tida como o carro-chefe para o retorno dos investimentos realizados.

OPINIÃO DO BLOG INCONDICIONALMENTE VASCO!

Cadê o Projeto do Vasco da Gama, que deveria ter sido entregue em 31/10/2012?!

Quando uma pessoa (Roberto Dinamite, Presidente do CRVG) assina um contrato (Protocolo de Intenções do Rugby Sevens – Rio 2016, em São Januário) com outra que pode mudar de postura, apresentar novas exigências e condições, quase que de surpresa (Nuzman, Presidente do COB), é preciso ter algumas cautelas: Não vacilar em nada, cumprir “pianinho” a sua parte no pacto, e todos os prazos, e exigir, em seguida, o cumprimento do contrato pela parte contrária (que está louca e ansiosa por te descartar). Acontece que contrato é lei entre as partes, e tem que ser cumprido! Se não cumprir com sua parte há consequências, penalidades. Se o CRVG tivesse feito tudo que lhe competia, o Dr. Manhattan (filme Watchmen), Todo Poderoso, do COB, não teria outra alternativa que não fosse dar a homologação. O Prefeito Eduardo Paes teria que acatar e cumprir o Caderno de Encargos para atender as exigências do acesso adequado ao equipamento olímpico (São Januário).

A diretoria do CRVG deu ao Nuzman o que ele queria, tirar o Rugby Sevens de São Januário, sem se expor! Simples!

Roberto Dinamite ainda deve explicações aos Vascaínos. Não deve se fazer de vítima ou de coitado, porque não é! E dirige um grande clube Sul-Americano, que está tendo sua imagem abalada mundialmente!

Se COB, COI e IRB mudaram a regra do jogo em abril deste ano, por que a diretoria se calou? Mas não é isso que está na Ata assinada em 2010! Não se tem notícia de Termo Aditivo assinado pelas partes, que tenha invertido as obrigações ou acrescentado novos ônus em desfavor do Vasco.

E por fim, uma carta-fiança é obtida perante bancos de investimentos como o BNDES ou BB. O Estádio seria a própria garantia a ser dada, e seria aceita. Paes teria que obrigatoriamente cumprir o caderno de encargos para reformas e adequações do entorno dos equipamentos olímpicos.

Olavo Monteiro de Carvalho, com a ciência do Presidente Roberto Dinamite teria ido até Nuzman e teria dito que o Vasco não queria mais o Rugby. Isso foi noticiado e não foi negado por ninguém do Vasco. Essa estória está incompleta e mal contada! Falta peça nesse quebra-cabeça sórdido.

Projeto nenhum foi entregue da forma como foi acordado, apesar de todos os alertas, apesar do abaixo-assinado eletrônico promovido pelo Movimento em prol da Revitalização do Entorno de São Januário, entregue ao Gabinete do Prefeito Eduardo Paes, em 24/10/2012, com mais de 10 mil assinaturas de Vascaínos.

Assim, todos os personagens acima citados tiveram sua cota de responsabilidade por esta perda irreparável para o Vasco, que foi desonrado em sua imagem.

Tendo sido excluído como Sede do Rugby Sevens Rio 2016, o Club de Regatas Vasco da Gama sofreu uma pesada cicatriz em sua marca, uma mancha em sua linda História! O Gigante da Colina foi desonrado com a perda da oportunidade de ser Sede de um Esporte que foi visto por mais de 2 bilhões de admiradores no Mundo todo na Copa do Mundo de Rugby, na Nova Zelândia, em 2011! São Januário entraria para a História dos primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul.

A verdade deve ser apurada, e os responsáveis devem ser identificados. Que se faça Justiça pelo Vasco!

A Diretoria do CRVG pode ter perdido a grande oportunidade para obtermos a revitalização do entorno de São Januário, que agora deverá ser implorada ao Prefeito, e deu grande paço para colocar o Vasco ao lado do América, se considerarmos que o simpático clube rubro não se tornou o que é hoje, da noite para o dia, mas sim devido a anos de erros, dívidas impagáveis que denotam graves equívocos de gestão.

Que a História cobre um dia, dos responsáveis, os atos e omissões lesivos ao Club de Regatas Vasco da Gama!

Pela busca da verdade real!

AO VASCO TUDO! INCONDICIONALMENTE!


Por Raphael Zarko

O sonho da administração Roberto Dinamite de reconstruir um novo estádio de São Januário pode não chegar nem ao papel. Na noite dessa quarta-feira, prazo limite para a entrega de um dossiê com todos detalhes da reforma do estádio, o clube enviou uma carta, com menos de 10 páginas, garantindo a cessão do seu campo para os jogos de rúgbi. No documento, não constavam nem a garantia financeira e nem mesmo o projeto de reforma do estádio, com plantas e mais detalhes. O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 anunciou esta noite que, mesmo com um projeto encomendado ao clube desde 9 de abril de 2012, o Vasco não enviou a documentação completa pedida. Portanto, está fora dos planos.

Na carta, o Vasco cedia o estádio “sem custos” à administração dos jogos olímpicos por um total de nove meses. Entre dezembro de 2015 e agosto de 2016 o estádio atenderia às necessidades do Comitê Olímpico Internacional. Exclusivamente para o COI, São Januário ficaria disponível entre maio e agosto do ano que vem. Além disso, a carta também permitia à organização dos jogos cuidar de toda publicidade no entorno e dentro do estádio – como já acontece nos eventos de Copa do Mundo.

Procurado para comentar o assunto, o presidente Roberto Dinamite e nem outros membros da diretoria do Vasco foram encontrados pela reportagem. O estudo da OAS prevê um estádio de 43 mil lugares e a estimativa de gastos de R$ 500 milhões – 60% seriam de empréstimo do BNDES, 30% pago com ‘naming rights’ e publicidade, mais 10% de investidores a serem captados. A obra, que só manteria de pé a fachada do estádio, também envolveria o entorno do bairro, com remanejamentos de população e construção de shopping center e edifício comercial ao lado do campo do Vasco. A OAS também não respondeu aos pedidos da reportagem.

Plano B já era o preferido de Nuzzman

O estádio João Havelange, o Engenhão, é a opção para os jogos de rúgbi nas olimpíadas. Nos bastidores, havia comentários sobre a preferência do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ (Rio 2016™), Carlos Arthur Nuzman, pelo estádio construído para a disputa do Pan Americano de 2007.

Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/vasco/sem-projeto-nem-estudo-vasco-so-garante-cessao-de-estadio-aos-jogos-do-rio-2016-6616653.html#ixzz2B4bwUJB9