Vasco decepciona sua torcida mais uma vez!


Seedorf comandou o Botafogo na decisão da Taça Guanabara. Experiência que fez a diferença

Seedorf comandou o Botafogo na decisão da Taça Guanabara. Experiência que fez a diferença

Ontem, na final da Taça Guanabara de 2013, a torcida do Vasco deu um incrível show de apoio incondicional ao seu time, apesar do forte calor que massacrou as Arquibancdas do Setor Leste do Engenhão.

Foi rídiculo e de dar muita raiva a falta de atitude e pegada do time Vascaíno. Na verdade, a postura e o espírito do time têm a cara do seu treinador, um medroso, um medíocre, que acreditou que conseguiria ser campeão com um 0 x 0. Lamentável engano!

Batia no Setor Leste aquele sol infernal.Não tinha água nos banheiros, o pessoal não tinha como molhar a cabeça, esfriar o corpo. Estava massacrante ali, e não bastasse isso veio o castigo final, na forma de um gol que espellhou exatamente o que se via – como uma facada num porco acuado e assustado em um canto (sua meta) – o Vasco fracassou mais uma vez frustrando mais de 21 mil torcedores seus presentes, que apoiaram aquilo, embora reprovassem. Nós queríamos muito ser campeões, já o time…colocaram em risco todo um trabalho e foram castigados.

Parece que eu estava adivinhando! Eu falava para os caras perto de mim: “- esse negócio de administrar 0 x 0 é furada, tiro no pé. Eles fazem um gol faltando alguns minutos e já era! toda a cêra, toda a catimba se voltará contra nós, pois teremos pouco tempo para sair em busca do empate.”

E foi o que aconteceu…restaram pouco mais de 8 minutos para atuar como deveríamos ter atuado desde o primeiro minuto. Não obrigamos o Botafogo a se defender, ao contrário, deixamos a zaga deles se adiantar e fomos dominados. Carlos Alberto e Feltri horrorosos, Renato Silva e suas trapalhadas de sempre, e Dakson, Romário e Marlone sem oportunidade.

Sabem de uma coisa, está se construindo um rótulo, um estigma, que começa a ser difícil de ser apagado. Está se construindo um espírito de pessimismo, de medo de decidir, uma pecha de time de perdedores. Temos um presidente que pensa pequeno, amigo de um técnico que pensa pequeno, e essas pessoas estão na direção das principais engrenagens do Vasco. Perdemos a ousadia, a nossa marca registrada.

Foi duro ver as crianças tristes, frustradas. Temo pelo nosso futuro, e pela perda de torcida, se esse quadro não mudar. Abaixo seguem análise e comentários preparados por nosso Colunista, Leandro Monteiro, com edição minha!

Mas sigamos em frente, porque navegar é preciso!

Saudações Vascaínas!

Marcus Simonini
Editor do Blog IV!

ANÁLISE DA FINAL DA TAÇA GUANABARA 2013 – VASCO 0 X 1 BOTAFOGO – ENGENHÃO – DIA 10/03/2013 – ÀS 16 Horas.

Castigo merecido

Na partida decisiva da Taça GB 2013, o Vasco adotou uma postura de jogo covarde. O time armado pelo técnico gaúcho entrou em campo com o intuito meramente de se defender a qualquer custo (jogando com o regulamento embaixo do braço) e que, sem uma saída de bola rápida, com suas linhas de meio de campo recuadas e , tendo o Botafogo , seu time bem postado em campo (com uma  marcação encaixada e jogando em cima do Vasco), os contra golpes vascaínos praticamente não existiram. Os espaços tão esperados para Éder Luiz não apareceram, o CRVG jogou a mercê da sorte, num verdadeiro jogo de ataque contra defesa, e assim, o prenúncio de mais um fiasco estava sendo desenhado já no primeiro tempo da partida.

Com o Vasco preocupado em só se defender, abdicando do ataque, e que, nem ao menos o contra golpe conseguia executar, o Botafogo foi superior a todo momento (pelo simples fato de que foi o único time empenhado em jogar futebol), e ditou o seu ritmo conseguindo vazar a defesa do Vasco aos 35 minutos do segundo tempo, com gol de Lucas. Botafogo 1 a 0.

A partir daí, o time da cachorrada, ao invés de recuar, fez o contrário! Manteve o ritmo prendendo a bola no campo de ataque, evitando assim maiores sustos com o já combalido time vascaíno, e levou, com todos os méritos, o título da Taça Guanabara 2013 para General Severiano. Indiscutível.

Em tempo! Vale ressaltar que, nem mesmo com a substituição realizada por Osvaldo de Oliveira, no intervalo do jogo, ao substituir Marcelo Matos por Vitinho (trocando um homem de marcação por um atacante), e que teoricamente, daria mais espaços ao meio de campo do Vasco para contragolpear, conseguiu ser aproveitado pelo Vasco. O rendimento do time vascaíno continuou abaixo da crítica e só mesmo contando com muita sorte para não sofrer outro gol. Mas até a sorte pulou para o lado do Botafogo, e mais uma vez o Vasco amarga um vice-campeonato, em âmbito regional (lembrando que, em menos de 2 anos, o cruz-maltino foi vice para todos os seus rivais no RJ).

A esperança agora é que Cristiano Koehler consiga realmente implementar um trabalho sério e profissional à frente da Diretoria do CRVG, e que, independente do resultado a ser obtido ainda neste campeonato, tenhamos um futuro menos sofrido nas competições ainda mais difíceis que estão por vir (Copa do Brasil e Brasileirão). Esperamos que Koehler consiga a liberação de boa parte das receitas ainda bloqueadas, possibilitando captar novos investimentos em patrocínios, para montar uma estrutura mais sólida e eficaz na adminstração do clube como um todo.

A imensa torcida vascaína clama por mudanças. Numa década repleta de fracassos, vexames, e times desqualificados, já passou da hora de termos um Vasco forte novamente. Um time digno, à altura de sua Camisa e Tradições, capaz de jogar de igual para igual com qualquer outra força do futebol brasileiro ou sul-Americano. Nada mais do que manda a gigantesca e tão vitóriosa história do nosso Club de Regatas Vasco da Gama!

Saudações Vascaínas!

Leandro Monteiro
Colunista do Blog IV!

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