História: A primeira estrela do pavilhão vascaíno


pavilhao

Uma estrela de ouro, símbolo das vitórias do Vasco

Até o ano de 1945, o Club de Regatas Vasco da Gama já detinha gloriosos títulos, mas seu pavilhão era o mesmo desde a sua fundação: campo negro, representando os mares desconhecidos; faixa diagonal branca iniciada no topo da tralha (da bandeira) até o canto inferior, representando o caminho para as Índias desbravadas pelo heróico Almirante.

E finalmente a Cruz de Malta (assim assinalada por equívoco heraldico comum a todos e de uso popular na última década do século XIX, que na verdade representa a Cruz de Cristo, símbolo da mesma Ordem que alçou os mares nas conquistas portuguesas).O jornal “A Gazeta de Notícias – nos Esportes”, na sua edição de 22 de dezembro de 1945, assim registrou a história do surgimento da “Primeira Estrela!”:

“A ESTRÊLA DE OURO, SÍMBOLO DAS VITÓRIAS
Os que foram anteontem ao estádio de São Januário assistiram a uma cerimônia brilhante: o pavilhão do Vasco, aberto num dos ângulos daquela praça de desportos, apresentava um pouco acima da cruz de malta uma estrêla de ouro. A solenidade era nova para o público. Dois possantes holofótes despejavam jôrros de luz sôbre a bandeira do clube campeão de mar e terra. A estrêla era o sinal, traduzia um movimento esntusiástico do “Expresso da Vitória”.

Por isso procuramos o “cordinha”, êle não se fêz de rogado.

UMA IDÉIA FELIZ DO DR. JOSÉ DO AMARAL OSÓRIO
E Artur da Fonseca Soares, dá-nos, então, os informes sôbre o acontecimento:
– Pouca gente compreendeu a significação daquela estrêla colada no pavilhão do Vasco. Ela simbilizará a fôrça das nossas conquistas no desporto brasileiro. Grande número de sócios do Clube pedirão ao Conselho Deliberativo que seja oposta uma estrêla de ouro no pavilhão para marcar o título de campeão invicto de futebol e assinalar o campeonato de remo, como ainda o ano de 1945, das maiores glórias cruzmaltinas. A idéia é do Dr. José do Amaral Osório e a iniciativa do “Expresso da Vitória”, que possui um Ciro Aranha, sua figura máscula e muito tem realizado com auxílio de João de Lucas, e Marçal de Almeirda. A campanha do “Expresso da Vitória” vai para o meio milhão de cruzeiros. Essa importância será distribuída pelos jogadores campões citadinos.

Há ligeira pausa. E Artur da Fonseca Soares pede-nos para tornar público os agradecimentos do “Expresso da Vitória” pela atenção das autoridades militares, principalmente do Coronel Sena, que tem distinguido o Vasco com as melhores atenções. Os holofótes que abrilhantaram a cerimônia de anteontem foram cedidos por ilustres oficiais do Exército.”

Para que se tenha noção do acontecido e de sua importância, naquele dia 20 de dezembro de 1945 o júbilo vascaíno foi antecedido por uma grande carreata desde o centro da cidade até as dependências do Estádio Vasco da Gama, que assim glorificou para sempre aquele fim de ano do Expresso da Vitória!

fonte: SempreVasco.com
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