Morre Bellini, Capitão do Vasco e da Seleção Brasileira de 1958


Bellini, Capitão do Vasco da Gama

O ex-zagueiro Hideraldo Luiz Bellini morreu aos 83 anos no fim da tarde desta quinta-feira. Campeão do mundo pela Seleção Brasileira nas Copas de 58 e 62, ele estava estava internado no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, devido a complicações em seu quadro de Mal de Alzheimer. O corpo do ex-jogador será velado e enterrado nesta sexta-feira, em sua cidade natal, Itapira, interior de São Paulo.

Bellini foi capitão da Seleção Brasileira de 1958. Ao conquistar o primeiro título mundial do País, no dia 29 de junho, o ex-zagueiro eternizou o gesto de erguer o troféu. Ele também esteve nas Copas de 62 (quando foi bicampeão) e 66.

Paulista, Bellini foi ídolo no Vasco da Gama, clube que defendeu de 1952 a a 1961, sendo campeão carioca de 52, 53 e 58. Comumente ele aparece na lista de maiores jogadores da história do cruz-maltino. O ex-jogador também fez história pelo São Paulo, jogando no time do Morumbi de 1962 a 1967. No fim de carreira, defendeu o Atlético-PR.

Outros quatro defensores que foram campeões mundiais em 58 faleceram recentemente. O ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves e os ex-laterais Djalma Santos, De Sordi e Nílton Santos morreram no ano passado.

FONTE:LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Campeao-mundo-Bellini-morre_0_1105089676.html#ixzz2wcAEY6nV
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O ETERNO GESTO DO AGORA ETERNO BELLINI

O gesto de Bellini ao levantar a Taça Jules Rimet é eternizado e repetido em todos os esportes

O gesto de Bellini ao levantar a Taça Jules Rimet é eternizado e repetido em todos os esportes

Bellini imortalizou-se no já distante dia 29 de junho de 1958. Ao erguer o troféu, como que apontando para as estrelas, exerceu seu pioneirismo em um gesto que passou a ser repetido pelos capitães dos campeões subsequentes. A imagem é célebre. E inaugurou o domínio brasileiro em Copas do Mundo. Se na bola foi um rei que nos colocou nas alturas, na consagração foi ele. Não passei nem perto de vê-lo jogar. Nasci exatas duas décadas após a conquista. Mas convivi com contemporâneos, familiares e amigos destes familiares, que sempre contaram histórias daqueles tempos, os anos dourados de Juscelino, da Bossa Nova e do título mundial.

Sempre ouvi que Bellini era de cepa mais raçuda, desses zagueiros de “bola pro mato que o jogo é de campeonato”. Um jogador sem o mesmo talento de seu sucessor com a tarja, Mauro Ramos de Oliveira, o incumbido de perpetuar seu gesto quatro anos depois, no Chile.

Por capricho do destino em menos de um ano Gylmar, Djalma Santos, Nilton Santos e Bellini, titulares da zaga que jogou contra a Suécia há quase 16 anos atrás nos deixaram. Cada vez mais aquele título é memória. Para os que eram nascidos na época, as lembranças do que ouviam pelo rádio o fim do Complexo de Vira-latas. Para nós, apaixonados que viemos depois, a herança da glória, depois reprisada por Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu.

Descanse em paz, Bellini!

Valdomiro Neto é editor do LANCENET! e colunista do jornal LANCE! Encara o futebol como o cinema, com suas realidades e fantasias, dramas e comédias, tragédias e suspenses… O lema, emprestado da filosofia mais antiga, é: “Longo é o futebol, breve é a vida”

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