ELEIÇÕES NO VASCO: Entrevista de José Henrique Coelho para Revista CapA-A-CapA ESPORTES‏


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O BLOG INCONDICIONALMENTE VASCO PUBLICA A ENTREVISTA DE JOSÉ HENRIQUE COELHO AO JORNALISTA ORLANDO BAPTISTA, DA REVISTA CapA-A-CapA ESPORTES

OLHO VIVO

PUBLICADO EM 28 DE MAIO DE 2014

ELEIÇÕES NO VASCO

EXCLUSIVO PARA A REVISTA CapA-A-CapA Esportes:

JOSÉ HENRIQUE CONFIRMA QUE, A EXEMPLO DE LEONARDO GONÇALVES E EDUARDO MACHADO, ESTÁ ARTICULANDO A CASSAÇÃO DE DINAMITE:

“ESTA NOVA FALHA, NA PUBLICAÇÃO DO BALANÇO DO CLUBE, FOI MAIS UM ABSURDO, MAIS UMA INCOMPETÊNCIA QUE SÓ A ADMINISTRAÇÃO DINAMITE SERIA CAPAZ DE PRODUZIR; NEM A ADMINISTRAÇÃO EURICO MIRANDA TINHA CONSEGUIDO ANTES. NUNCA EURICO DEIXOU DE PUBLICAR UM BALANÇO, AINDA QUE FRAUDADO! SÓ ROBERTO DINAMITE CONSEGUIU ESTAS FAÇANHAS PARA SEU CURRICULUM! ROBERTO DINAMITE RECEBEU O CLUBE COM UM ENDIVIDAMENTO NA CASA DOS R$ 304 MILHÕES, MAS VAI ENTREGÁ-LO COM MAIS DE R$ 518 MILHÕES; “UMA SACANAGEM” COM O VASCO E COM OS VASCAÍNOS. DINAMITE TORROU, EM CINCO ANOS, R$ 714 MILHÕES PARA REBAIXAR O VASCO POR DUAS VEZES. FORA ROBERTOS; EURICO NUNCA MAIS!”

José Henrique Coelho, economista, empresário, ex-vice-presidente de marketing do Vasco da Gama e candidato à presidência, nas eleições de 2011, que retirou sua candidatura faltando poucos dias para a realização do pleito por considerá-lo como uma eleição “com cartas marcadas”, responde as seguintes perguntas da reportagem da revista CapA-A-CapA ESPORTES:

1. José Henrique – É verdade que você já está articulando o pedido de impedimento do Presidente Roberto Dinamite por não ter publicado o balanço de 2013 até a data máxima de 30 de abril conforme determina a legislação esportiva vigente no País?

R: É verdade, mas este assunto já foi avançado pelos conselheiros Leonardo Gonçalves e Eduardo Machado. A boa iniciativa destes de enviar uma carta ao Presidente do Conselho Deliberativo (C.D.) do Vasco da Gama, conselheiro Abílio Borges, denunciando o descumprimento da legislação vigente quanto à perda de prazo para publicação do Balanço do Clube referente ao exercício de 2013 e a ausência de parecer de auditores independentes; indo além e pedindo a convocação extraordinária do C.D. para analisar este desrespeito para com os vascaínos, foi muito importante.Esta atitude deve ser seguida para que se forme uma cultura de fiscalização que, se assumida por todos os conselheiros de hoje e pelos que virão, poderá impedir futuras administrações medíocres, como a do ex-presidente Eurico Miranda e a da atual diretoria, se perpetuem. Os ocupantes dos cargos de cada poder do clube devem assumir o seus papéis e cobrar o que o estatuto ou a lei exigem, sob pena do Vasco ser transformado em terra sem lei.Esta nova falha na publicação do balanço do clube, desta vez fora do prazo e sem parecer dos auditores independentes, foi mais um absurdo, mais uma incompetência que só a administração Roberto Dinamite seria capaz de produzir; isto nem a administração Eurico Miranda tinha conseguido antes.Espero agora que, provocado, o Presidente do C.D. faça a sua parte cumprindo o seu papel de defender o estatuto e cobrar do presidente da Diretoria Administrativa o cumprimento legal sob pena maior de desmoralizar o Vasco pela ausência de autoridade de seu próprio poder. O mesmo pode-se dizer do Presidente do Conselho Fiscal, conselheiro Hélio Donin. Ele também tem, entre suas responsabilidades, o poder de denunciar falhas graves, como esta, ao C.D., ainda mais por ser na sua esfera de conhecimento; ou será que também o perdeu?

2. Na sua opinião, qual (ou quais) o fator (ou os fatores) que motivou (ou que motivaram) a administração Dinamite a ter problemas com todos os balanços financeiros desde que a mesma começou?

R: Em todos os balanços analisados, vistos desta data, o que fica claro é que nunca, em toda a sua gestão, o presidente e seus V.P. Financeiros tiveram o objetivo de cumprir com o que prometeram quando eram oposição: competência, credibilidade e transparência. Roberto Dinamite, José Hamilton Mandarino, Nelson Rocha, Nelson de Almeida e, agora, Jaime Lisboa, nesta ordem, tentaram iludir e esconder dos vascaínos os maus negócios realizados por esta administração: operações com jogadores, folhas salarias, não recolhimento de tributos, contratos com parentes, amigos e “compadres”.Entre os seis balanços apresentados, desde 2008, apenas o primeiro recebeu a indicação de aprovação, sendo todos os demais reprovados pelo Conselho Fiscal que, neste período, teve dois presidentes diferentes: Hércules Figueiredo, no primeiro mandato, e, agora, Hélio Donin; ambos indicados pela chapa da situação. A postura do presidente e de sua diretoria sempre foi: esconder e adiar.

3. Nós sabemos que o Vasco já teve um presidente cassado, o Reinaldo Reis; entretanto, você crê que seja uma tarefa viável a de conseguir esta cassação de Roberto Dinamite, sendo a mesma pedida por você ou por outro qualquer associado vascaíno, em virtude de, superficialmente, ele, ainda, contar com a maioria de votos no Conselho Deliberativo?

R: O atual presidente não detém nada além do controle da sua assinatura em cheques ou contratos. Os V.P.’s da sua diretoria, hoje, correm céleres atrás de todas as chapas candidatas a eleição que se avizinha para tentarem manter os seus “carguinhos” e seu “status” com o discurso de que o presidente é um incompetente, que não os escutam, que não segue o que eles indicam. O presidente Roberto Dinamite, hoje, só representa a sua “famiglia”. Ele chega a ter a coragem de dizer que não cometeu qualquer erro. …” e que se houve algum erro, foi de todos….” Ele se revelou representante do tipo, …: “os acertos são meus e os erros são dos outros”. Maior mediocridade, impossível! No C.D., os votos estão tão divididos em “correntes políticas” que a cada votação elas podem ou não se unir com vistas, apenas, a defender seus próprios interesses momentâneos. Não sou capaz de avaliar, hoje, que resultado daria uma propositura como esta. Por outro lado, o importante é registrar que esta última falha, na publicação intempestiva do balanço e sem o parecer dos auditores independentes, permite que se busque, pela justiça, o afastamento do presidente e dos responsáveis diretos pela administração financeira do clube e isto deve ser iniciado logo após a posse do novo Conselho Deliberativo para que, de uma vez por todas, este desrespeito ao estatuto, à lei e para com a inteligência dos vascaínos não mais se repita e para que os próximos responsáveis estejam à altura do nosso clube.

4. Admitamos que isto fosse viável; este impedimento afetaria toda a atual diretoria vascaína deixando o clube sem um “poder executivo constituído”?

R: Nesta data, a Junta Deliberativa, finalmente, marcou a eleição – 6 de agosto. Deste modo, o foco de todos os vascaínos, agora, deve ser o de procurar participar do processo eleitoral e político cobrando dos candidatos as suas propostas e seu curriculum para avaliar se o discurso de hoje, de candidato, tem respaldo por suas ações e decisões anteriores quando participaram na diretoria do clube.Passada a eleição, os novos conselheiros poderão iniciar os procedimentos para analisar e deliberar sobre este assunto.

5. Ainda no terreno das hipóteses: com a vacância, nos cargos, as eleições teriam que ser marcadas o quanto antes; ocorre que o processo eleitoral está na esfera policial por conta das denúncias de existência de um “mensalão vascaíno” (sócios que estariam sendo pagos por dois candidatos, Eurico Miranda e Roberto Monteiro, para que estes possam contar com os votos desses associados). Como você analisa todo este processo político altamente complicado, em São Januário?

R: A atual situação política do clube se deve a total incompetência do presidente Roberto Dinamite. Nunca uma administração teve tantas renúncias de Vice-Presidentes: Doze. Nunca antes, o clube tinha sido rebaixado; ainda mais, duas vezes. Nunca, nem na administração Eurico Miranda, uma administração perdera o prazo para realizar uma eleição e prorrogou seu próprio mandato como em 2011. Nunca, Eurico deixou de publicar um balanço, ainda que fraudado! Só Roberto Dinamite conseguiu estas façanhas para o seu curriculum! Roberto Dinamite recebeu o clube com um endividamento na casa dos R$304 milhões; um absurdo, mas vai entregá-lo com mais de R$518 milhões; uma “sacanagem” com o Vasco e com os vascaínos; aqueles que, um dia, acreditaram que ele queria mudar o clube. Sua administração vai ficar marcada por tudo isto e pela melhoria de vida de seus cunhados, genro, sobrinho e amigos. O mensalão vascaíno só foi possível graças à permissão dada pelo presidente Roberto Dinamite ou por sua “oportuna omissão” e de sua diretoria. Se alguém duvida disto, reflitam: como poderia ocorrer um cadastramento de sócios, dentro do clube, na escala que se tem conhecimento (cerca de 3.000 pessoas), num único mês sem que ninguém visse e averiguasse na época? Como poderiam se associar 1.700 pessoas, num único dia?: 30 de abril de 2013. Nunca! Tecnicamente impossível! Três sócios por minuto!!! O que faziam, em abril de 2013, pessoas ligadas ao ex-presidente na secretaria do clube todos os dias? E ele próprio! O que faziam, na secretaria do clube, pessoas ligadas ao já então candidato Roberto Monteiro, na secretaria do clube? E ele também! Porque um emissário deste candidato se apresenta para pagar mensalidade de outros que não, apenas, seu filho ou seu pai? Será que possui tantos parentes? Algum V.P. teve coragem de denunciar o esquema? Não. O tema só veio à discussão quando, corajosamente, o G.B. Otávio Gomes denunciou o esquema. É a primeira vez que tenho conhecimento de que grupos de oposição conseguiram “fraudar” um processo eleitoral, a seu favor, sem ser situação!!! Antes, só a chapa da situação fabricava sócios no cadastro. Só mesmo com Roberto presidente e com sua diretoria omissa, a oposição frauda o cadastro do clube, prejudicando “a situação”. Não tenho nenhuma dúvida de que convidar pessoas e pagar as suas mensalidades, em troca de voto no processo eleitoral, é fraude! Chama-se a isto, compra de voto!Aqueles que são acusados desta orquestração – Sr. Eurico Miranda e Roberto Monteiro – se igualaram nos procedimentos e atitudes e têm, ainda, em comum, a prática de serem políticos profissionais que procuram trampolins para alavancarem seus projetos pessoais e querem usar o Vasco para isto, mais uma vez; daí, a compra de votos. Esta compra de votos não é despesa; é investimento para serem eleitos.

6. Independente de impedimento, ou não, você considera que a administração Roberto Dinamite, no Vasco, já terminou, de fato, existindo, apenas, de direito?

R: O mandato já terminou tem muito tempo. O Vasco é hoje uma caravela sem velas, à deriva, que ruma ao sabor das marés e com o casco avariado!

Neste período da administração Dinamite o clube arrecadou, conforme os balanços publicados, R$ 611 milhões e, ainda assim, aumentou o nosso endividamento em mais R$103 milhões, ou seja: Dinamite torrou, em cinco anos, R$ 714 milhões para rebaixar o Vasco por duas vezes!

7. Aproveito para perguntar como você analisa as seguintes candidaturas: A. Eurico Miranda

R: A candidatura Eurico Miranda só existe porque existe um Roberto Dinamite! Só mesmo o Roberto para ressuscitar o ex-presidente. Quando Roberto ganhou a eleição, o horizonte ficara límpido e todos estavam de mãos dadas para ajudar o Vasco a recuperar seu caminho de vitórias. Quando Roberto apoiado por uns poucos Grandes Beneméritos conservadores decidiu não avançar com a auditoria das contas e contratos do clube para averiguar o passado da antiga administração – a herança maldita – ele, Roberto, abriu mão das promessas de campanha e perdeu a chance de comprovar o que tanto criticara no ex-presidente. Após a posse, Roberto e os seus Grande Beneméritos não tiveram sequer a coragem de cobrar as diversas contas pagas com recursos do Vasco quando o verdadeiro devedor era o ex-presidente Eurico Miranda. Este ex-presidente, hoje candidato, destruiu o Vasco, financeiramente, no período entre 1998 e 2008. Colocou o clube em aventuras fracassadas como o chamado Projeto Olímpico, perdeu o contrato com o Nations Bank, perdeu a chance da construção da nossa Arena, rompeu inúmeros contratos, rasgou a antiga credibilidade do clube, inchou a folha de pagamentos a números impagáveis. Tentou diminuir o quadro social para controlá-lo, com objetivo de se manter para sempre à frente do clube. Tornou-se um ditador e tirano. Roberto decidiu adotar as mesmas práticas administrativas nefastas de seu antecessor e abandonando o projeto apresentado, na sua campanha, somado a sua falta de conhecimento e convites a amigos despreparados, levou o clube ao pior cenário. Roberto só não conseguiu copiar o estilo, ora firme, ora ditador, do ex-presidente e acabou com a alcunha de presidente Banana.

B. Roberto Monteiro

R: Sua candidatura começou muito mal, logo após a sua derrota para vereador na eleição de 2012. O seu curriculum recente, a meu ver, demonstra a falta de equilíbrio para o cargo, a falta de princípios para a defesa do clube e a repetição do que já vimos com um deputado federal – Eurico Miranda – e, depois, com um ídolo de barro que preferiu defender o seu cargo de deputado estadual – Roberto Dinamite -. Só nos faltava, agora, acreditar em um ex-vereador.

Em 2003, Monteiro decidiu não apoiar Dinamite, naquela eleição, em razão de sua mágoa confessada a mim e ao Hércules Figueiredo, ex-presidente do Conselho Fiscal, em razão de Roberto Dinamite, mesmo deputado, ter negado ajuda para livrá-lo da cadeia. Durante os nove meses em que ficou preso, em São Paulo, quando presidia a torcida Força Jovem, respondendo à denuncia de ter coordenado um ataque com coquetéis molotov, contra um ônibus de torcedores do Flamengo que regressavam de um jogo na capital paulista, ocasião em este ônibus foi incendiado. No julgamento, acabou sendo absolvido por falta de provas. Em 2010, Monteiro proferiu uma frase marcante de sua carreira política, no Vasco, e porque não, de sua formação política: “… a aprovação da proposta da diretoria é uma decisão política e por isto eu aprovo de qualquer jeito!…” Esta frase foi proferida em meio a intenso debate, em reunião do Conselho Deliberativo onde se criticava o orçamento de 2010 que recebera uma série de criticas e reprovação pelo Conselho Fiscal. Tal e qual a antiga “bancada do Eurico” aprovava tudo da diretoria: balanços, orçamentos, suspensão e expulsão de sócios, Monteiro, agora, repetia o mesmo gesto dos conselheiros do Eurico que sempre foram tão criticados. Em 2011, Monteiro foi o principal articulador da reeleição de Roberto Dinamite; a mágoa fora substituída pelos interesses do vereador do P C do B em se reeleger, em 2012, apoiado pelo presidente. Na época, Monteiro já tinha conhecimento das características da administração de Roberto Dinamite: nepotismo, contratações desenfreadas de empregados para o clube (entre elas, as de seus cabos eleitorais), da irresponsabilidade financeira, da prática de rompimento de contratos e muito mais. Roberto Monteiro, ainda, participou do lançamento do mentiroso projeto do Centro de Treinamento de Maricá, o C.T. Quá-Quá, que nunca saiu do papel! Mesmo assim, Monteiro o apoiou! Ainda em 2011, quando candidato à mesa do Conselho Deliberativo, prometeu apurar as denúncias contra o ex-presidente Eurico Miranda mas, depois da posse, se esqueceu da promessa e deixou muito de seus apoiadores com saudades do outro candidato, o Dr. Mario Piragibe. Em 2012, quando o presidente, ao invés de apoiá-lo na sua reeleição para a Câmara de Vereadores, apoiou o seu cunhado, a mágoa retornou e assim anunciou que seria candidato de oposição ao presidente, na próxima eleição, mas, como é lógico, mantendo-se no cargo “da situação” de Vice-Presidente do Conselho Deliberativo. Não é à toa que seus métodos em muito se parecem com os do ex-presidente; então, Fora Robertos, Eurico nunca mais! Quanto aos demais candidatos apresentados, já me declarei defensor da união destas candidaturas em torno de um nome de consenso, por mais difícil que possa parecer. Tem sido em torno desta proposta que tenho conversado com vários atores da política do Vasco e eleitores. Só assim, acredito que poderemos resgatar o nosso clube de sua atual situação de insolvência. O Vasco precisa do esforço de todos para recolocá-lo em uma rota de recuperação e crescimento. A grandeza do Vasco, hoje, só existe por sua história e nos seus milhões de torcedores; no mais, é um clube falido! Deixo aqui o meu agradecimento à Revista CapA-A-CapA pela oportunidade de falar com tantos vascaínos.

Para qualquer comentário, deixo o meu e-mail de contato: coelhojh@terra.com.br

Obrigado, José Henrique Coelho, por sua participação na nossa revista CapA-A-CapA ESPORTES.

LUIZ ORLANDO BAPTISTA

EDITOR-CHEFE DA REVISTA CapA-A-CapA ESPORTES

FONTE: https://www.facebook.com/groups/noticiasdacorte/?fref=ts#!/revistaolhovivorj?fref=ts

* Texto de responsabilidade do entrevistado – Fonte de publicação citada: Revista CapA-A-CapA Esportes

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